Diante de tanta coisa nova e moderna que se encontra na
internet hoje em dia, tenho reparado que cada vez mais as redes sociais e
páginas diversas que estão surgindo têm se dedicado a procurar e divulgar
coisas antigas, que praticamente todo mundo esqueceu, mas que fizeram parte da
infância. Ah, essas páginas geralmente dão uma nostalgia corrosiva bastante
agradável (acho que só eu entendi isso).
Não sei se todo mundo é assim, mas coisas antigas mexem
muito comigo. Brinquedos da infância, programas de televisão, ou simplesmente
algo da casa da avó que a gente nunca esqueceu são reapresentados para nós
agora, depois de tantos carnavais, e mesmo assim são capazes de despertar o
exato sentimento daquela época. A gente se transporta para lá, e quase não dá
vontade de voltar. Era tudo tão simples e tão bom...
Naquela época, a gente ouvia um som animal no toca-fita e a
desenrolava desesperadamente dentro do rádio depois de ouvir um agoniante som
do cantor engasgando; o luxo maior era ter um rádio com toca-fita auto-reverse no carro. Imagine não
precisar virar o lado! Era muita modernidade!
Tive aulas de datilografia. A gente colocava esparadrapos
sobre as teclas, porque um dos exercícios era conseguir bater (literalmente) um
texto inteiro sem olhar para o teclado. Isso sem contar que a velocidade de
digitação (pancadas) também era muito apreciada. Eu achava as máquinas de
escrever o máximo. Imaginem o que foi meu primeiro contato com um computador;
achei aquilo a coisa mais incrível que já tinha visto. Lembro-me deste dia.
Estava na casa de uma tia que tinha comprado o primeiro computador da
redondeza. Estava lá eu, embasbacado com um negócio em que se apertavam as
letras do próprio nome, e tudo ia aparecendo naquela “TV” (?!) diante dos meus
olhos, como se fosse mágica. Fui para casa com meu nome impresso numa folha.
Levei para a escola no outro dia e mostrei pra todo mundo.
Apresentei trabalhos em disquetes. Sempre salvava o mesmo
trabalho em cinco diferentes, e mesmo assim não conseguia abrir em algumas
ocasiões. O barulho dele dentro do computador, como se estivesse quebrando pra
tentar abrir o teu arquivo, era algo que causava bastante apreensão.
Hoje entendo bem quando as pessoas mais velhas falam que
não adianta tentar explicar por que antigamente as coisas pareciam melhores; eu
já não consigo explicar direito para os mais jovens que eu. Só sei que era
melhor e ponto.
Dando uma passada para compartilhar desta "nostalgia corrosiva bastante agradável" com o amigo (sim, eu também entendi o que tu quis dizer ali =P).
ResponderExcluirMuito bom o texto e melhor ainda foi ser transportado para o passado não tão distante que foi a infância.
Abração!
Eu acho que as coisas de antigamente não eram melhores, nós é que éramos.
ResponderExcluirInfelizmente o tempo passou e me deixou esse ranzinza de coração poluído.